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Energia solar faz escola pública no Sertão da PB economizar 50% na conta de luz

Região se destaca no Brasil pelo uso de placas solares e escolas técnicas já visam mercado de trabalho para alunos.

Uma escola pública da cidade de Sousa, no Sertão paraibano, está conseguindo economizar 50% na conta de energia desde que a instituição passou a usar placar de energia solar. Graças à economia gerada, a escola passou a utilizar ar-condicionado nas salas de aula, deixando as aulas mais confortáveis, tendo em vista as altas temperaturas e baixa umidade do ar que são registradas no Sertão.

 

É em tom de brincadeira que as crianças deixam claro o benefício de utilizar a radiação do sol como fonte de energia para melhorar a qualidade de vida na região. “A gente tá utilizando ventilado, ar-condicionado. Antes era muito calor e quente, igual lá no deserto. Agora parece que tá no Polo Norte”, disse a aluna Sara Dantas.

 

O projeto funciona na escola Dione Diniz, que conta com 12 placas de energia solar. “Antes nossa conta de energia era é torno de R$ 1.800 e agora caiu para cerca de R$ 900”, disse o diretor da escola Gildário Sarmento. Além do uso das placas solares, essa e outras escolas de Sousa possuem disciplinas voltadas para o uso de energias renováveis, em grandes curriculares de ensino integrado. Esse é o caso da Escola Técnica Chiquinho Cartaxo.

 

Para os alunos as disciplinas também ajudam a planejar um futuro profissional. “É uma coisa que tá crescendo muito e no futuro vai precisar de muitos profissionais. E como é uma fonte de energia renovável tem impacto menor no meio ambiente”, disse Kauã Nunes, estudante. “Quando você coloca um curso desse no Sertão você descentraliza a tecnologia e dá mais oportunidade de desenvolvimento e para os alunos se tornarem profissionais nesse mercado” explica Lucas Bezerra, Tecnólogo em Automação Industrial.

 

Na mesma região, a cidade de Coremas tem um dos maiores parques de produção de energia solar da América Latina, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). São mais de 320 hectares de placas de energia solar instaladas, captando a radiação. “O nível de radiação de Coremas é muito alto. Está num local em um estudo que tem um dos níveis mais altos do país. Além disso ajudar na produção de energia, Coremas tem área com documentação o que facilita a empresa dar entrada na Aneel, além de que temos uma estação na cidade para receber e escoar”, explica o gerente da obra André Brayner.

 

Por causa desse parque, a obra gerou 800 empregos diretos em Coremas. As três usinas são capazes de gerar energia elétrica para 150 mil pessoas. A empresa que atua na cidade está habilitada para construir 10 usinas, o que seria suficiente para alimentar uma cidade como Campina Grande. Segundo a Aneel, hoje o Brasil produz 1% da energia solar que usa através de placas solares. A previsão é de que até o ano de 2030 esse percentual aumente para 6,8% e que em 2050 metade da energia produzida seja através de placas solares.

 

Fonte: Portal G1 

Publicado em Tue Jan 01 12:59:00 CST 2019